Doença do silicone: o que se sabe e quando o explante é avaliado
"Doença do silicone" é um termo popular, não um diagnóstico consensual. O que são BII e síndrome ASIA, e por que a avaliação médica vem primeiro.

Um termo popular
"Doença do silicone" não é termo técnico nem diagnóstico reconhecido por todos. Costuma ser ligado à sigla BII (Breast Implant Illness), que descreve um conjunto de sintomas que algumas pacientes relacionam à prótese.
O assunto pede cautela. Sintomas parecidos têm várias causas, e só a avaliação médica pode investigá-las.
Sintomas relatados
Entre os mais citados em relação à BII estão os listados abaixo.
- Dores musculares, principalmente na região peitoral
- Fadiga
- Falta de ar
- Alterações de memória, em relatos mais intensos
Ter um ou mais desses sintomas não significa que a causa seja a prótese. Procure avaliação médica para investigar.
Contratura capsular e outras complicações
O organismo pode formar uma cápsula de tecido fibroso ao redor da prótese. Quando ela se contrai de forma intensa, há contratura capsular, com dor no peito e endurecimento das mamas.
Há ainda o linfoma anaplásico de células grandes associado ao implante (ALCL), ligado a próteses de superfície texturizada. Nessas situações, a equipe médica costuma avaliar a retirada.
O que é a síndrome ASIA
É a sigla em inglês para síndrome autoimune induzida por adjuvantes. Em teoria, o silicone das próteses pode estar entre esses adjuvantes.
A relação ainda é debatida: exames laboratoriais e de imagem, como a ultrassonografia, não apontam o silicone como causa por si sós. O diagnóstico é clínico, feito por médico, a partir do conjunto de sintomas e exames.
Os sintomas descritos incluem febre, boca seca, alterações cognitivas, dor no peito, falta de ar, fadiga crônica, insônia e dores nas articulações e nos músculos.
Quando o explante é considerado
Explante mamário é a retirada da prótese, com ou sem a cápsula que a envolve. Pode ser feito em bloco, quando prótese e cápsula saem juntas. Em casos específicos, o médico pode prescrever medicamentos, o que é decidido individualmente.
Em geral, a recuperação completa leva de 1 a 6 meses, mas o prazo varia conforme o caso. A melhora dos sintomas não é igual para todas, e em algumas pacientes eles podem continuar depois da cirurgia.
Depois da retirada
Dependendo do caso, o cirurgião pode propor procedimentos complementares, como a mastopexia, que reposiciona a mama, ou a lipoenxertia, que usa gordura da própria paciente para ajustar o volume.
A indicação de qualquer um deles depende de avaliação individual, e todo procedimento cirúrgico tem riscos. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre sua prótese, agende uma consulta com o Dr. Rogério Morale, em Goiânia.
Converse com a equipe e escolha o melhor dia.
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